Limpeza urbana no combate à pandemia

O setor de resíduos sólidos colabora significativamente com o país neste momento de epidemia da covid-19.

Além de manter centenas de milhares de empregos, a continuidade da prestação de serviço mostra-se fundamental para a saúde pública.

Trata-se de prevenção, de evitar que os problemas que a população vive se agravem ainda mais.

Nossa expectativa é que sociedade conheça a estrutura de funcionamento do setor de limpeza urbana e gerenciamento de resíduos sólidos e reconheça cada vez mais a importância destes serviços tão essenciais.

Atualmente, as principais preocupações dentro do setor são a saúde dos funcionários, até porque eles precisam continuar trabalhando, a continuidade da prestação de serviço com qualidade.

Todos os cuidados foram tomados para mitigar os problemas deles no dia a dia, com fornecimento de máscaras e álcool em gel para proteção, treinamento e informação sobre higiene, além da desinfecção dos caminhões. Funcionários que compõem grupos de riscos recebem cuidado especial.

Não só para que não se contaminem no trabalho e levem o vírus para casa, mas também para que não tragam a doença de fora para dentro do trabalho.

Como pano de fundo, além da atenção na prestação imediata dos serviços e nas medidas emergenciais, trabalhamos para garantir bases sólidas para o funcionamento das áreas de limpeza urbana e gerenciamento de resíduos sólidos.

Atualmente, esses serviços públicos estão, majoritariamente, dependentes do orçamento municipal. É o único serviço público com essa estrutura de financiamento da operação, pois os demais – água, esgoto, energia elétrica, gás, telefone, internet – tem estrutura financeira diferente: são custeados pelos pagamentos dos usuários.

A expectativa é que a sociedade entenda que coleta de lixo e disposição adequada em aterros sanitários é um serviço como qualquer outro e que, por isso, precisa ser custeado pelos usuários.

Chega a ser injusto que as prefeituras tenham de subsidiar o que deveria ser pago pelo usuário. O orçamento municipal em se tornado insuficiente para custear os serviços de limpeza urbana e resíduos sólidos de forma que eles sejam prestados de forma ambientalmente correta.

Reflexo dessa estrutura de financiamento incorreta está próximo de todos os cidadãos. O Brasil, em pleno século XXI, ainda conta com mais de 3.300 lixões a céu aberto, sem nenhum cuidado com o meio ambiente e poluindo lençóis freáticos e sistemas hídricos em geral.

Além dos benefícios ambientais que entregues para a sociedade, com enorme qualidade de vida nas cidades de todos os portes, o setor é um grande gerador de empregos formais e renda, um impacto social relevante no país.

Independentemente do coronavírus, apesar deste momento que certamente será superado, as atividades do setor de limpeza urbana e de resíduos sólidos seguem atendendo a sociedade. Com uma fonte de recursos perene, será possível transformar a realidade social, ambiental e econômica do Brasil.

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